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Em discurso que marcou sua despedida da liderança da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, o deputado Daniel Coelho mostrou qual deve ser sua postura ao longo deste ano. Deixando clara sua posição de independência, o parlamentar fez críticas a duas questões que já foram discutidas por ele mesmo ao longo do último ano: o problema da falta de água – e o seu aumento – e o endividamento do Estado.

Após agradecer à bancada “pela confiança depositada ao longo do ano” em que liderou a oposição, Daniel se posicionou: “Temos que discutir a saúde, a educação, as contas públicas e a água, que não chega em muitos lugares de Pernambuco”, afirmou, lembrando das queixas que recebeu ao longo do recesso de janeiro, quando viajou pelo Estado.

O parlamentar solicitou a presença da Arpe na Assembleia a fim de explicar o porquê de a agência reguladora ter concedido à Compesa um aumento acima da inflação. “Percorri várias regiões do Estado e a Região Metropolitana neste mês de janeiro e o que encontrei foi uma série de reclamações sobre falta de água nas casas das pessoas. É preciso que a Arpe explique porque deu um aumento de 8,75% à Compesa, quando a inflação foi de 5,91%, mesmo com um serviço tão ruim sendo oferecido”, criticou.

Daniel Coelho também questionou o governo sobre o fato de Pernambuco ter, segundo balanço divulgado pelo Banco Central, o maior déficit fiscal do País, entre todos os Estados da Federação. “Em seu discurso, ontem, o governador disse que o Estado não estava no vermelho, que tinha superávit. Acontece que o governo está contando com os empréstimos feitos para que o saldo fique positivo. Acontece que empréstimo não é receita, ele terá que ser pago em algum momento, não pelo governador atual, e sim pelo povo de Pernambuco”, criticou.

Ao longo do discurso, Daniel Coelho recebeu apartes de Betinho Gomes e Terezinha Nunes, que parabenizaram o ex-líder da oposição pela forma como conduziu a bancada ao longo do ano passado. O trabalhista Adalberto Cavalcanti também aparteou Daniel. Em sua fala, lembrou que no município de Dormentes há 18 dias que não chega água e que em Petrolina e Santa Cruz já ocorreram protestos por conta desta situação.