Daniel expõe ideias em debate do Fórum de Reforma Urbana 
Foto: Leo Motta/Levay Photos

Habitação, saneamento, participação popular, mobilidade, sustentabilidade. Esses foram alguns dos pontos destacados pelo candidato a prefeito do Recife Daniel Coelho (PSDB) em evento realizado na noite desta terça-feira (14), no auditório do Memorial da Medicina, promovido pelo Fórum Estadual de Reforma Urbana. Após ouvir as propostas indicadas por representantes da organização para a questão de reforma urbana na capital pernambucana, Daniel expôs suas ideias, muitas delas em total sintonia com as do fórum.

"A gente fica satisfeito em perceber que há uma sintonia entre aquilo que está sendo proposto pelo fórum e o nosso programa de governo. Diversos pontos dos que foram colocados têm a ver com o primeiro princípio que defendemos para a cidade do Recife, que é a interação da questão ambiental, das questões sociais e das questões econômicas", afirmou Daniel, no início de sua fala. Em relação aos temas propriamente ditos, Daniel iniciou falando sobre a questão da habitação, concordado com a necessidade de construção de habitacionais, mas deixando claro que esta não pode ser a única solução. "A política de habitação tem sido feita quase que exclusivamente na construção de habitacionais, mas nós temos as áreas de ZEIS que muitas vezes estão em completo abandono. Tem comunidades de áreas ZEIS na cidade que se tem um esgoto correndo nas casas das pessoas, um completo abandono do poder público. É importante que se faça habitacionais, mas também é importante que se promova dignidade dentro dessas áreas", apontou Daniel Coelho.

A questão da PPP da Compesa também foi criticada por Daniel – em conformidade com o fórum que, em sua exposição, mostrou-se contra determinadas parcerias público-privadas. "Com relação ao saneamento, fico feliz com a posição do fórum. Nós somos os únicos a questionar essa PPP da Compesa. Todos os partidos ditos de esquerda ficaram a favor desse processo de privatização. O mais grave é que se está fazendo uma parceria público-privada para pegar o que foi construído pelo povo pernambucano", destacou Daniel, que continuou: "A parceria do saneamento está colocando para a iniciativa privada a cobrança do esgoto. A Compesa vai vender a água. O esgoto, que é mais rentável, passa para a iniciativa privada, sem nenhuma garantia de que esse investimento será utilizado nos 60% da cidade do Recife que hoje ainda não tem saneamento".

Daniel apresentou ainda suas propostas para a participação popular, enfatizando as deficiências do atual Orçamento Participativo – lembrando que "30% das obras aprovadas desde 2001 pelo OP não foram cumpridas" – e garantindo uma participação mais ampla de toda a população, através da internet e de urnas colocadas em locais estratégicos para que as pessoas possam escolher as obras que interessam.

Também o quesito mobilidade foi abordado, quando Daniel lembrou a problemática questão das calçadas no Recife, citando como exemplo, o Viaduto Capitão Temudo, que teve sua duplicação inaugurada este ano e sem calçadas nem ciclovias. "É preciso romper com esse conceito atrasado do Recife. Como é que, nos dias de hoje, se constrói uma obra sem calçada?", questionou Daniel Coelho, que terminou sua exposição bastante aplaudido pelos presentes.

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