Daniel quer revogar contrato do Recife Energia, investir em reciclagem e tornar coleta mais transparente 
Foto: Leo Motta/Levay Photos

O polêmico contrato da Prefeitura do Recife com o Consórcio Recife Energia – que prevê a incineração de lixo para produção de energia - será revogado caso Daniel Coelho (PSDB) seja eleito prefeito. O compromisso foi assumido pelo candidato, durante o Ciclo de Debates Abralatas, realizado hoje no Recife.

Tema apresentado como uma das maiores preocupações dos catadores presentes ao debate, a incineração prevista pelo Consórcio foi classificada por Daniel como inimiga da sociedade. “Do jeito que está, o contrato não estimula a reciclagem. Quanto mais material para incinerar, maior o lucro das empresas. Minha posição é clara: esse contrato vai ser revogado assim que eu assumir a prefeitura”, declarou, sendo bastante aplaudido pela plateia.

O Consórcio chegou a anunciar a instalação de uma usina de tratamento de resíduos sólidos na Mata do Engenho Uchôa, que á área de preservação ambiental, mas houve uma grande mobilização, inclusive com participação de Daniel como parlamentar, e o projeto não foi pra frente.

Daniel também salientou que a sustentabilidade é um dos pilares de seu programa de governo, por isso a reciclagem de lixo terá atenção especial. “Hoje, o Recife só recicla 2% do lixo produzido na cidade, mas pode chegar aos 25% segundo estimativas e vamos chegar lá”, afirmou, reforçando a necessidade de investimentos em educação ambiental e de firmar parceria com associações de catadores.

“Também é preciso tornar obrigatória a reciclagem em órgãos públicos e empresas privadas com mais de 50 funcionários. Fiz essas propostas como vereador, mas elas foram vetadas pelo governo PT/PSB, assim como meu projeto para acabar com as latas de aço ferroso, que valem apenas 10% das de alumínio”, complementou Daniel.

O candidato ainda se propôs a tornar o serviço dos catadores mais digno, com utilização de motonetas. “O Recife ainda tem inúmeros catadores que utilizam tração animal ou humana. Além dos riscos que representa, falta dignidade nesse formato de trabalho e isso precisa ser mudado”, disse ele.

Outro ponto abordado por Daniel foi a coleta seletiva. Ele criticou o fato de uma mesma empresa ser responsável por 80% do 

serviço. “Por que não dividir esse serviço entre quatro lotes e aumentar a concorrência? Ficaria mais transparente, mais fácil de cobrar, de fiscalizar, e pode ficar até mais barato, pois hoje o Recife paga 20% a mais na coleta que Jaboatão, um município muito maior e com mais problemas de locomoção”, defendeu. 

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