A luta da oposição pelo Lafepe 
Deputados barrados na frente do Lafepe

Em meio a denúncias anônimas de funcionários e reclamações da população pela falta de medicamentos, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa, liderada pelo deputado Daniel Coelho, empunhou a bandeira de lutas por melhorias no Laboratório Farmacêutico de Pernambuco, o Lafepe. As dificuldades, porém, são enormes. Um exemplo das barreiras enfrentadas: a proibição de realizar visita ao centro de produção do laboratório – quatro integrantes da bancada foram barrados, proibidos, até, de passar pela catraca. Além de Daniel, os deputados Betinho Gomes, Terezinha Nunes e Severino Ramos tentaram realizar a fiscalização.




Placa quebrada: farmácias abandonadas

"Nós não passamos da grade. A diretoria do Lafepe não permitiu que a bancada de oposição fizesse a fiscalização, nem respondeu às perguntas e questionamentos. É triste a gente ver, em primeiro lugar, que um laboratório que foi referência, idealizado pelo ex-governador Miguel Arraes – avô de Eduardo Campos –, esteja num completo abandono", afirmou Daniel.



São muitos os problemas identificados pela bancada de oposição no Lafepe. Em diversas farmácias, faltam medicamentos básicos, como vitamina C e dipirona. Desde agosto de 2012, inclusive, o laboratório perdeu a licença para produzir uma série remédios. E, segundo denúncias anônimas de funcionários, dois prédios – o termostástico e o de injetáveis de pequeno porte – estão completamente abandonados. A luta da oposição, agora, é pela marcação de uma audiência pública que, segundo a Comissão de Saúde da Alepe, deve acontecer no final de abril ou início de maio.