Pacto pela Vida não é motivo para Comemoração 

No mesmo dia em que o líder do governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges, foi à tribuna para "comemorar" o que seria um "sucesso" os seis anos do programa Pacto Pela Vida, o líder oposicionista Daniel Coelho também discursou não apenas para contestar o suposto "sucesso", como para apresentar números que mostram que o programa possui sérios problemas.



"A oposição não tem problema em reconhecer que houve avanços, mas é preciso mostrar que o Pacto Pela Vida também possui muitos problemas. É verdade que houve uma redução razoável no crime contra a vida. Mas os resultados não chegam nem próximos aos alcançados em alguns Estados, como São Paulo, que possui índices comparados aos países de primeiro mundo", destacou Daniel.



Embora o Programa Pacto Pela Vida tenha conseguido apresentar números positivos em relação ao número de homicídios realizados em Pernambuco, os números da violência no Estado seguem alarmantes se comparados ao restante do País. O Mapa da Violência 2013, divulgado em abril passado, mostra que Pernambuco é o sexto Estado com maior número de óbitos por arma de fogo no País, com um índice de 34,4 para cada 100 mil habitantes. À frente, apenas Alagoas, que lidera o ranking, seguido de Espírito Santo, Pará, Bahia e Paraíba.



Daniel Coelho questionou também o avanço em outros tipos de crimes observados no Estado. "O combate à violência não se restringe à vida. Se compararmos o número de assaltos a banco em 2006 e 2011, vemos que a situação não avançou. Foram 31 em 2006 e 35 em 2011, uma situação, inclusive, de piora. Roubo de carga, então, piorou muito. Passou de 80 para 187, resultado que é um desastre para Pernambuco", alertou, enumerando ainda resultados preocupantes de roubos de veículos, estupros e tráfico de entorpecentes.



"Tivemos aumentos enormes em diversos tipos de crimes. São dados que nos preocupam e demonstram o fracasso do Pacto pela Vida nesse sentido. Não é à toa que o clima de medo continua nas ruas. Não me sinto confortável para dizer que os últimos seis anos foram motivos de aplausos para o Pacto pela Vida, conforme o líder do governo tentou mostrar", concluiu.