Sistema carcerário e cobrança por Itaquitinga 
Deputados visitam presídio de Itaquitinga

Ao longo do mês de março, uma das maiores preocupações demonstradas pelo deputado Daniel Coelho e pela bancada de oposição na Alepe diz respeito ao sistema carcerário de Pernambuco. Em discurso no plenário, Daniel apresentou dados preocupantes, que mostram um descaso da atual administração com relação a esse assunto – um exemplo é a relação entre população carcerária e número de vagas, o que só fez piorar nos últimos sete anos.




Itaquitinga: obras paradas e atrasadas

"Ao final do governo Jarbas, ele entrega ao atual governador uma capacidade carcerária de 8.285 presos, quase o dobro do que recebeu. Mas isso não resolveu o problema de superpopulação em nossos presídios. Havia, quando o governo Eduardo Campos assumiu, 17.244 presos no Estado. Essa situação, que era ruim, está muito mais grave. Diferente do que aconteceu no governo Jarbas, quando a capacidade de vagas dobrou, o governo Eduardo Campos, em sete anos, não fez absolutamente nada. Hoje nós temos cerca de 9.300 vagas e uma população de 27.672 presos", destacou Daniel.



Daniel também ressaltou a necessidade de uma ampliação no número de agentes penitenciários, o que se torna ainda mais evidente devido ao excesso no número de presos. “No governo passado nós tínhamos mil agentes para 8.500 detentos. Hoje nós temos 1.500 agentes para 27.600 presos em Pernambuco. Considerando as escalas, temos cerca de 350 agentes penitenciários para controlar mais de 27 mil presos no Estado. Um fracasso completo na política de recuperação daqueles que estão sendo retirados das ruas”, criticou o deputado.



ITAQUITINGA – Antes mesmo de mostrar, em plenário, as mazelas do sistema carcerário pernambucano, Daniel, juntamente com os deputados Betinho Gomes, Terezinha Nunes e Severino Ramos, foram até o local onde está sendo construído o presídio de Itaquitinga, cujas obras estão paradas e atrasadas, fruto de uma mal sucedida parceria público-privada. À época do lançamento da pedra fundamental, em 2009, a promessa era de que Itaquitinga estaria pronto 18 meses depois e, com ele, seria desativado o presídio de Itamaracá. Hoje, não existe nem uma coisa nem outra.



"Aqui foi feita uma PPP e o governo mostrou sua incapacidade de lidar com esse tipo de parceria. Ele fez uma PPP, a empresa abandonou a obra e tem uma dívida. Isso mostra a incapacidade do governo e traz à tona um pouco o que estamos discutindo em relação à Compesa, de que necessariamente o que está no papel, na hora que se assina uma PPP, nem sempre é cumprido. Aqui em Pernambuco temos esse exemplo de uma PPP que foi assinada e causou prejuízo para a população", enfatizou Daniel, que também cobrou do governo estadual uma data para que seja cumprida a promessa de desativar, definitivamente, Itamaracá.